Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
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Política

Ex-procurador de Minas Gerais nega lobby para instituto de André Mendonça

Jarbas Soares Junior rechaça envolvimento em suposto repasse financeiro de ex-banqueiro a entidade ligada a ministro do STF.

O ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Junior, negou ter intermediado qualquer repasse financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao Instituto Iter, entidade ligada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita surgiu a partir de mensagens trocadas por aplicativo que o citam como conexão para a suposta operação.

A investigação sobre os bastidores da relação entre autoridades judiciais e empresários é crucial para garantir a transparência das instituições públicas e evitar conflitos de interesse. O esclarecimento dos fatos afasta ou confirma dúvidas sobre o uso de poder e influência na captação de recursos privados.

Nas mensagens obtidas do celular de Vorcaro, o advogado e lobista Ciro Soares, que é primo de Jarbas, e o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) aparecem organizando um encontro com Mendonça. Os textos sugerem um suposto envolvimento de Jarbas e do empresário Lucas Pedro Kallas num aporte financeiro de R$ 5 milhões direcionado à instituição. O ex-procurador afirmou desconhecer o assunto e classificou o envolvimento de seu nome como uma "maldade".

O advogado Ciro Soares também é apontado como responsável por enviar o endereço do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao ex-banqueiro no ano passado, culminando em um encontro em Londres durante uma degustação de uísque. Em nota, a assessoria do STF garantiu que Mendonça não lida com assuntos do Iter, enquanto o próprio instituto declarou que é falsa a alegação de qualquer repasse financeiro feito por Daniel Vorcaro.

Com informações de UOL e Folha.

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