Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Cultura

Finalista do Prêmio Jabuti critica regras e diz que concurso força mentira sobre IA

Desclassificado em edição anterior, designer Vicente Pessôa admite uso de software como referência

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O designer gráfico e ilustrador Vicente Pessôa, que figura novamente entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti na categoria Capa, declarou em entrevista à Folha de S.Paulo que o regulamento da tradicional premiação literária força profissionais a mentir sobre a utilização de inteligência artificial.

A declaração reabre o debate sobre a adoção de tecnologias generativas na indústria editorial e nas artes visuais. Enquanto premiações e entidades de classe tentam proteger o trabalho exclusivamente humano, designers e criadores argumentam que tais ferramentas já foram integradas à rotina de produção gráfica como instrumentos de pesquisa e composição visual.

Em 2023, Pessôa foi desclassificado do Prêmio Jabuti após utilizar inteligência artificial na concepção da capa do clássico "Frankenstein", publicado pelo Clube de Literatura Clássica. Na edição atual, ele concorre com o projeto gráfico do livro "O Idiota", da mesma editora, que o orientou a não recorrer a programas automatizados. O ilustrador, no entanto, revelou ter gerado uma imagem no aplicativo Midjourney para servir como referência conceitual e desenhou a versão final com base nela.

O designer defende que a inteligência artificial generativa funciona como uma ferramenta moderna de busca de referências, substituindo consultas convencionais em bancos de imagens. Por outro lado, as regras oficiais do Prêmio Jabuti vedam terminantemente a inscrição de obras que tenham empregado inteligência artificial em etapas de responsabilidade autoral direta, critério que continua sob escrutínio da organização do prêmio.

Com informações de Folha e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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