França enfrenta risco de crise na dívida pública e juros disparam
A sete meses das eleições, país vê rombo nas contas aumentar enquanto investidores cobram taxas maiores que as da Grécia.
Os títulos da dívida pública da França de dez anos atingiram a taxa de 5% de juros ao ano, ultrapassando os rendimentos pagos pela Grécia (4,4%) e batendo o maior patamar cobrado do governo francês desde o ano de 2002.
Essa disparada nos juros mostra que o mercado financeiro perdeu a confiança na capacidade de o país honrar seus compromissos, o que encarece o financiamento de serviços públicos e ameaça causar uma crise na economia europeia nos próximos meses.
O agravamento da crise ocorre a sete meses de uma eleição que ameaça o governo do presidente Emmanuel Macron e fortalece a oposição da candidata de direita Marine Le Pen. Embora Macron tenha tentado promover reformas trabalhistas desde 2017 para atrair capital, o crescimento econômico do país patinou e a dívida pública já se aproxima de 120% do Produto Interno Bruto (PIB).
Com um grande volume de vencimentos até 2030, o Tesouro francês vai precisar vender cerca de US$ 380 bilhões em títulos no próximo ano para se financiar. Investidores temem que o país não consiga contornar o rombo fiscal e afirmam que a incerteza eleitoral apenas agrava a deterioração das contas públicas.
Com informações de Brazil Journal e Google Notícias.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise
⏱ Linha do tempo França
O que já foi publicado sobre este assunto antes desta notícia, do mais recente para o mais antigo.
- Você está aqui: esta notícia
- Pinturas de Renoir são recuperadas um mês após roubo em museu na França
- Crise nos juros atinge a França em meio a cenário de dívidas na Europa e EUA
- Ministério da Educação da França envia 3 mil professores substitutos após protestos
- Comportamento de Mbappé na recuperação de lesão gera insatisfação no Real Madrid
- Imprensa francesa destaca estratégias opostas de Lula e Flávio no segundo turno