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Ministério da Educação da França envia 3 mil professores substitutos após protestos

Escolas mapeadas em situação problemática devem receber os novos docentes nos próximos dias diante de pressão de alunos do ensino médio.

O ministro da Educação Nacional da França, Édouard Geffray, anunciou nesta quinta-feira (8) a liberação imediata de três mil professores substitutos para preencher vagas abertas no ensino médio francês. O efetivo será deslocado nos próximos dias com foco principal nas unidades de ensino categorizadas em situação de extrema gravidade em todo o território nacional.

A atitude governamental tenta apagar o incêndio dos protestos inflamados que vêm paralisando centros da cidade e tirando adolescentes das salas de aula. Sem educadores no quadro titular, jovens sofrem com atraso curricular severo, prejudicando avaliações decisivas para entrar no mercado de trabalho e afetando o ambiente escolar europeu.

A alocação massiva de profissionais só foi possível através de um mapeamento promovido por um novo software governamental da pasta, que identificou 114 escolas na 'categoria vermelha' de falta de professores e outras 400 escolas na classificação de alerta laranja. Foi essa transparência analítica que permitiu ao ministro mapear onde o déficit era mais problemático.

O anúncio ocorreu após reuniões com frentes estudantis. Os alunos franceses, entre 15 e 18 anos de idade, protestam pelas ruas e praças desde setembro também pela paralisação ou revisão do sistema Parcoursup, plataforma nacional de ingresso universitário que eles apontam como excludente. O governo seguirá monitorando o retorno da ordem nos portões de ensino nas próximas semanas.

Com informações de RTP Notícias (Portugal) e Estadão.

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