Domingo, 18 de outubro de 2026
Mundo

França prende mais de 1,8 mil pessoas após protestos contra alta do custo de vida

Manifestações em diversas cidades tiveram prédios públicos incendiados, 150 policiais feridos e confrontos

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A polícia da França prendeu mais de 1.800 pessoas em todo o país e contabilizou ao menos 150 agentes de segurança feridos após atos contra o aumento do custo de vida no sábado (17/10), segundo informou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, neste domingo (18/10). As manifestações reuniram entre 550 mil e 800 mil pessoas nas ruas e registraram episódios de saques, incêndios e confrontos com a polícia em diversas cidades.

A mobilização reflete o descontentamento da população com a inflação e a perda do poder de compra de famílias e trabalhadores. Além do impacto imediato no cotidiano dos cidadãos, a crise amplia o desgaste institucional do Palácio do Eliseu às vésperas de votações cruciais na Assembleia Nacional sobre o endividamento e os cortes em despesas públicas, antecipando também a disputa presidencial de 2027.

Os protestos foram convocados por redes sociais com apelos pela retomada do movimento dos Coletes Amarelos, com o apoio de entidades estudantis ativas desde setembro. A maioria dos manifestantes participou de forma pacífica, mas distúrbios violentos atingiram pontos do país, incluindo o incêndio da prefeitura de Limoges e a destruição do posto de turismo em Lyon. A polícia empregou bombas de gás lacrimogêneo e granadas de dispersão, artefato que provocou a amputação da mão de um adolescente. Mobilizações semelhantes contra a carestia também ocorreram no fim de semana na Bélgica, na Itália, na Espanha e em Portugal.

Balanços iniciais divulgados pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu apontavam cerca de 1.200 detidos, número revisado para cima pelas autoridades policiais. O governo acusou setores da extrema-esquerda de insuflar a violência, enquanto legendas de oposição criticam a condução econômica. O governo francês mantém patrulhamento reforçado para conter novas convocações de paralisação.

Com informações de France 24, Euronews, Al Jazeera, Deutsche Welle e Estadão.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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