França promete 3 mil novos professores, mas estudantes mantêm greve e protestos
Governo francês anunciou contratações emergenciais para mitigar crise na rede de ensino público de áreas mais carentes
O Ministério da Educação da França anunciou um plano emergencial para tentar pacificar a crise na rede escolar pública, se comprometendo a enviar três mil professores novos diretamente para as salas de aula. A medida obedece à pressão de milhares de jovens durante as últimas manifestações, que pediam uma resposta direta ao crônico déficit de funcionários da área.
Com um custo na casa de algumas dezenas de milhões de euros para os cofres estatais, o plano focará nas escolas mais abandonadas de regiões com baixa renda e periferias. Apesar de celebrarem o recuo oficial do governo como a primeira grande conquista das marchas populares, as associações estudantis alegam que as reformas são estruturalmente insuficientes e prometeram manter as paralisações abertas.
Na França, a insatisfação tomou primeiro os alunos do ensino médio de áreas metropolitanas, mas já chegou em massa às dependências das grandes universidades, parando aulas para reivindicar melhores verbas. Até a última semana, as frentes sindicais planejavam uma nova rodada de greves e mantinham mais de 140 escolas bloqueadas pelo país.
Com informações de Google Notícias e Veja.
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