Domingo, 08 de novembro de 2026
Mundo

Igreja Católica beatifica padre executado por militares na guerra da Guatemala

Cerimônia reuniu 10 mil pessoas em tributo ao sacerdote mártir por proteger segredo de confissão

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O padre guatemalteco Ramírez foi beatificado neste sábado (7/11) na localidade de Santa Lucía Milpas Altas, na Guatemala, 43 anos após ser capturado, torturado e morto por militares durante o conflito armado interno do país.

O religioso foi reconhecido formalmente pelo Vaticano como mártir por ter sustentado o segredo da confissão, preceito canônico católico que estabelece sigilo absoluto e inviolável sobre todas as admissões feitas por fiéis aos sacerdotes no sacramento da penitência.

A missa de beatificação foi conduzida pelo cardeal Francisco Robles, na condição de delegado especial do papa Leão 14, e reuniu mais de 10 mil fiéis, 30 bispos e cerca de 300 sacerdotes. Em junho de 1983, durante a ditadura de Efraín Ríos Montt, um guerrilheiro procurou Ramírez na igreja de San Francisco El Grande para se confessar antes de aderir a uma anistia, ocasião em que o clérigo foi detido pelo Exército sob suspeita de colaborar com grupos insurgentes de esquerda.

A beatificação é o último passo canônico antes da canonização, que confere o título definitivo de santo na Igreja Católica. No âmbito judicial guatemalteco, a execução do religioso permanece impune.

Com informações de UOL e Google Notícias.

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