Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Mundo

Impunidade em mortes de jornalistas sobe para 86% no mundo, alerta a Unesco

Relatório aponta que seis em cada sete crimes contra profissionais de imprensa ficam sem punição na Justiça

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A taxa global de impunidade nos crimes contra comunicadores subiu para 86% em 2026, revelou nesta segunda-feira (2) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por meio de seu observatório especializado.

O indicador significa que seis em cada sete autores de homicídios de profissionais de mídia permanecem sem condenação judicial, um quadro que restringe a liberdade de expressão e enfraquece o direito da sociedade de ser informada com independência.

De acordo com o levantamento da entidade internacional, mais de 1.600 jornalistas perderam a vida nos últimos vinte anos durante o exercício do ofício, o que equivale a um assassinato a cada quatro dias. Nos últimos três anos, o volume de mortes violentas na profissão registrou avanço de 20%, sendo que nove em cada dez vítimas são repórteres locais que cobrem denúncias comunitárias de corrupção ou segurança pública.

No caso do Brasil, o documento catalogou 31 assassinatos de jornalistas no intervalo de duas décadas. Como resposta institucional, o governo brasileiro comunicou a implementação do Protocolo Nacional para a Investigação de Crimes contra Jornalistas, lançado em abril pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que agora integra as diretrizes internacionais de proteção recomendadas pela agência da ONU.

Com informações de UOL e RFI Brasil.

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