Israel promove homenagens e protestos no aniversário dos ataques ao festival Nova
Familiares das vítimas paralisaram cidades com atos contra as autoridades cobrando o retorno de todos os reféns presos na Faixa de Gaza
A quarta-feira (7) foi marcada por profundas mobilizações em Israel, datando o aniversário de três anos da incursão terrorista liderada pelo grupo extremista Hamas. Populares concentraram-se no local aberto onde ocorria o festival de música Nova em 2023, posicionando cartazes em silêncio com o rosto dos entes queridos que faleceram e dos que foram levados da festa rumo à Faixa de Gaza.
Junto ao luto que paira na data em que morreram 1.200 pessoas, instalou-se também uma forte indignação civil espalhada pelo mapa de Israel. A data incluiu um cessar dos serviços nas cidades ao meio-dia e a pintura em tons avermelhados nas águas da icônica fonte Kikar Dizengoff, localizada em Tel Aviv, como um protesto contra as instâncias de poder do país. No Rio de Janeiro, um evento organizado por brasileiros na Praia de Ipanema também buscou reproduzir a homenagem vista nas terras áridas de Israel.
Os familiares dos reféns protagonizaram uma vigília hostil de protesto em frente à casa do primeiro-ministro ao amanhecer, apontando culpas pela negligência securitária contínua. Essa onda de descontentamento expõe a fragilidade da administração vigente de Benjamin Netanyahu e a pressão máxima que pesa sobre os líderes, ocorrendo exatamente num curto espaço de três semanas antes de o país ir às urnas para realizar suas votações gerais.
Com informações de Euronews, Metrópoles e G1.
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