Domingo, 25 de outubro de 2026
Economia

Juros da dívida pública atingem R$ 1,18 trilhão e impõem desafio ao próximo presidente

Endividamento federal alcançou 82,9% do PIB e obrigará revisão do Orçamento no Congresso logo após as eleições

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Governo federal
Tributos da gasolina zerados e subsídios a combustíveis ampliados · Foto: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O presidente da República eleito nas urnas neste domingo (25) terá pela frente um gasto anual de R$ 1,182 trilhão apenas para quitar os juros da dívida pública federal, segundo indicadores oficiais compilados pelo Banco Central do Brasil.

O volume recorde de compromissos financeiros comprime o espaço para investimentos em infraestrutura e serviços essenciais, além de encarecer o custo de crédito para famílias e empresas diante da necessidade de manter taxas de retorno atrativas para os credores do Estado.

Em agosto de 2026, a dívida bruta do governo geral atingiu a marca de 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), correspondendo a R$ 11,1 trilhões. Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) revelam que, em proporção ao tamanho da economia, apenas dois países no planeta devem gastar mais com juros neste ano: Egito e Bahrein. As contas federais caminham para fechar 2026 com déficit primário de R$ 80,9 bilhões, pressionadas por incentivos e programas criados ao longo dos últimos meses.

Embora as metas oficiais apontem para uma estimativa de superávit de R$ 18,6 bilhões em 2027, a equipe de transição terá de negociar com o Congresso Nacional a reformulação da proposta orçamentária para acomodar os compromissos prometidos na corrida eleitoral e estancar a desconfiança fiscal.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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