Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Brasil

Justiça de MG condena Igreja Lagoinha e pastor a pagar R$ 150 mil por fala sobre filha

Discurso com teor sexista de líder promovendo beijos na garota de 11 anos rendeu processo por abalo coletivo.

A Justiça de Minas Gerais condenou a Igreja Batista da Lagoinha e o pastor Lúcio Barreto Júnior a pagarem solidariamente R$ 150 mil em danos morais coletivos devido a declarações impróprias proferidas pelo religioso a respeito de sua filha menor de idade.

A condenação impõe um limite legal contra discursos em ambientes religiosos e públicos que violem os direitos femininos, penalizando atitudes e pregações que incentivam a cultura da violação do consentimento.

Em abril de 2024, durante um encontro voltado exclusivamente para homens, o pastor descreveu ter beijado a filha na boca quando a menina tinha 11 anos. Ele usou expressões como "nossa, que mulherão" e prometeu dizer ao futuro namorado da jovem que o rapaz seria apenas "o segundo" a beijá-la. O vídeo foi publicado no YouTube pela própria denominação e retirado do ar após gerar polêmica e forte repercussão na internet.

Na sentença movida por uma ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a juíza Miriam Vaz Chagas apontou que a instituição atuou como coautora e ajudou a propagar uma mensagem de objetificação, extrapolando o limite da liberdade religiosa. A igreja e o pastor precisarão se retratar publicamente e ainda têm a possibilidade de apresentar recurso judicial contra o pagamento da multa.

Com informações de UOL e Google Notícias.

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