Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Brasil

Justiça de São Paulo nega prisão preventiva de motorista que atropelou tio de Boulos

Juiz aceita denúncia por homicídio, suspende habilitação do acusado e impõe medidas cautelares

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O juiz Daniel de Medeiros Silva Corró, da Justiça paulista, negou o pedido de prisão preventiva apresentado contra o motorista Amilton, acusado de atropelar e matar Carlos Boulos, tio do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), no Centro de São Paulo.

A decisão rejeita o requerimento conjunto feito pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, que sustentavam a necessidade da prisão em razão da fuga do motorista logo após o choque. O magistrado avaliou que os critérios legais obrigatórios para privar o acusado da liberdade antes do julgamento não estavam plenamente demonstrados, mas determinou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a obrigação de comparecimento mensal em juízo e a proibição de mudança de residência sem comunicação prévia.

O atropelamento aconteceu na noite de 3 de outubro na Avenida 23 de Maio, após um desentendimento no trânsito no qual o condutor admitiu ter freado bruscamente para contrariar a vítima que buzinava atrás de seu carro. Carlos caiu na pista, sofreu traumatismo craniano e faleceu dias depois em decorrência dos ferimentos. A defesa de Amilton alegou que o condutor deixou a cena por medo de agressões e para proteger sua família, sem intuito deliberado de atingir a vítima.

Com o recebimento formal da denúncia pelo tribunal, a defesa do acusado tem prazo de dez dias para protocolar sua resposta por escrito, enquanto peritos realizam laudos de velocidade e trajetória para instruir o processo criminal.

Com informações de UOL e G1.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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