Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Política

Lula e Flávio Bolsonaro levam boato sobre Nossa Senhora para a campanha

Disputa sobre notícia falsa mobiliza atos de rua e discursos na corrida presidencial de 2026

Flávio Bolsonaro
O senador e candidato Flávio Bolsonaro · Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), levaram para os discursos e eventos da campanha presidencial de 2026 a repercussão de um boato religioso sobre Nossa Senhora Aparecida. A controvérsia gira em torno de publicações falsas que afirmavam que o parlamentar pretendia retirar da santa o título oficial de padroeira do Brasil.

A discussão ganhou destaque durante o feriado nacional de 12 de outubro, data dedicada à padroeira, e reflete a disputa direta dos dois principais grupos políticos pelo apoio do eleitorado católico e cristão. O uso do episódio nos palanques intensifica o debate sobre os limites da fé e o impacto de notícias falsas na decisão do eleitor.

O tema entrou na agenda eleitoral no fim de setembro. Em entrevista ao programa Canal Livre, da emissora Band, em 27 de setembro, Lula afirmou que seria inaceitável alterar o reconhecimento à padroeira e, ao ser questionado sobre o caráter enganoso do boato, respondeu que não sabia se era notícia falsa porque o conteúdo circulava nas redes sociais. Em seguida, durante comícios e caminhadas em Belém, no Pará, e em Natal, no Rio Grande do Norte, o presidente voltou a tocar no assunto e ergueu imagens sacras entregues por apoiadores.

Flávio Bolsonaro negou veementemente qualquer intenção de alterar o status de Nossa Senhora Aparecida e afirmou que a acusação foi fabricada por adversários petistas. O senador declarou que a disseminação da mentira visava prejudicar sua imagem política perante o público religioso e comparou o ataque ao atentado a faca sofrido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na disputa de 2018.

Com o avanço do calendário eleitoral, os dois candidatos mantêm viagens e atos públicos por diversas regiões do país, enquanto equipes jurídicas monitoram o uso de desinformação e mensagens religiosas nas redes sociais.

Com informações de Google Notícias e Poder360.

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