Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Mundo

Manifestantes voltam a acampar em praça de Lisboa após decisão judicial liberar protesto

Mobilização contra a crise imobiliária reuniu dezenas de tendas no Rossio e no centro do Porto

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Acampada pela habitação em Lisboa
Tendas de manifestantes contra a crise da habitação em Lisboa · Foto: Esquerda.net / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Manifestantes ligados ao movimento Acampada de Lisboa ocuparam a Praça do Rossio com cerca de 80 barracas entre a noite de terça-feira (3) e o amanhecer desta quarta-feira (4), em protesto contra a escassez de moradia e a alta dos aluguéis em Portugal.

O retorno do acampamento intensifica a pressão popular sobre o Poder Executivo às vésperas da votação do Orçamento do Estado, forçando autoridades e partidos a negociarem soluções para o custo de vida que expulsa famílias das regiões centrais do país.

A mobilização ganhou força após um tribunal de Lisboa decidir na segunda-feira que o toque de recolher policial de meia-noite e meia não possuía caráter automático, garantindo à ativista Renata Cambra o direito de manter sua barraca armada até a deliberação orçamentária agendada para 24 de novembro. Na cidade do Porto, outras 20 tendas foram instaladas na Praça Dom João I. Em resposta, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, defendeu que o país não deve adotar métodos violentos e convidou bancadas partidárias a debaterem propostas nesta quinta-feira, enquanto manifestantes aprovaram ida a reunião com o presidente António José Seguro.

As assembleias populares permanecerão em vigília permanente no espaço público até a votação do pacote financeiro pelo parlamento lusitano no fim do mês.

Com informações de RTP Notícias (Portugal) e Euronews.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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