Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Política

Saída de Flávio Bolsonaro aos EUA é fuga para 49% e exílio para 47%, diz pesquisa

Estudo do Labop FESPSP ouviu 1.926 eleitores e mostra divisão idêntica à preferência no segundo turno

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Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro cruza a fronteira da Argentina rumo ao Equador · Foto: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

A viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial é considerada uma fuga para evitar a prisão por 49,2% dos eleitores brasileiros, enquanto 47% classificam o movimento como exílio por perseguição política, segundo pesquisa divulgada pelo Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Labop FESPSP).

O resultado demonstra que a polarização política continua a orientar a visão pública do país após o pleito, fazendo com que o alinhamento partidário funcione como um filtro para avaliar acontecimentos práticos da política nacional.

O levantamento ouviu 1.926 pessoas que participaram do segundo turno eleitoral entre os dias 27 e 29 de outubro de 2026, por meio de questionário eletrônico autoaplicado distribuído em anúncios nas redes sociais Facebook e Instagram. A margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. As publicações dos veículos consultados não indicaram número de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por se tratar de pesquisa de opinião sobre conjuntura pós-votação.

A divisão das respostas reflete diretamente a preferência nas urnas: entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 98% veem a partida como fuga, índice que chega a 99% na esquerda não lulista. Já entre os votantes de Flávio Bolsonaro, 95% afirmam que houve perseguição e exílio, taxa repetida por 95% dos entrevistados da direita não bolsonarista. Para o cientista político Jairo Pimentel, coordenador do estudo, os dados revelam duas leituras sobre o mesmo episódio determinadas pela identidade ideológica. O senador permanece em território americano com sua família e não apresentou data para retorno às atividades parlamentares.

Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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