Domingo, 11 de outubro de 2026
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Ciência

Mecanismo de pausa biológica permite a tardígrados resistir a condições extremas

Microanimais reduzem quase toda a água corporal e entram em dormência profunda para sobreviver a vácuo e radiação

Capazes de resistir ao vácuo do espaço, a radiações extremas e a pressões esmagadoras no fundo dos oceanos, os tardígrados contam com uma suspensão biológica quase total para sobreviver a ambientes letais. Conhecidos popularmente como ursos-d’água, esses invertebrados microscópicos medem entre 0,1 e 1 milímetro e estão distribuídos por todos os continentes.

A compreensão dos mecanismos bioquímicos que tornam os animais quase indestrutíveis abre caminhos para avanços na biotecnologia humana, como o desenvolvimento de métodos para conservar vacinas e tecidos biológicos sem refrigeração e o aprimoramento de técnicas para viagens espaciais de longa duração.

O segredo da resistência não está em uma carapaça externa rígida, mas na capacidade de entrar em um estado de dormência profunda conhecido como criptobiose. Sempre que o ambiente ao redor seca, o organismo aciona a anidrobiose, recolhe as patas e contrai o corpo em uma estrutura arredondada chamada tun.

Durante a transformação, o tardígrado chega a eliminar entre 95% e 97% de toda a água corporal, paralisando praticamente todas as atividades metabólicas vitais. Quando as condições de umidade são restabelecidas, a estrutura absorve líquidos novamente e o animal retoma suas funções orgânicas normais sem apresentar sequelas.

Com informações de Google Notícias e Metrópoles.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise