Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Economia

Modelo econômico de Milei na Argentina vira debate central entre Flávio e Lula

Queda da inflação e superávit dividem espaço com custo social; candidatos disputam efeito de reformas no segundo turno

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Flávio Bolsonaro
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

As medidas de ajuste econômico aplicadas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, converteram-se em um dos principais pontos de atrito no segundo turno da eleição presidencial brasileira entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O modelo adotado no país vizinho reflete caminhos opostos para o equilíbrio fiscal e a condução da economia nacional a partir de 2027, opondo a visão de austeridade e desregulamentação à priorização dos programas sociais e dos investimentos estatais.

Após quase três anos de mandato de Milei, as contas públicas argentinas passaram ao superávit e a inflação anual despencou de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025, marcando o menor índice em oito anos, ao mesmo tempo em que as ações locais subiram 115% em moeda forte e o Produto Interno Bruto (PIB) expandiu 4,4% no último ano. Por outro lado, analistas e opositores apontam que o plano provocou severa perda no poder de compra dos salários, retração expressiva no consumo doméstico e fechamento de empresas comerciais.

Como parte da estratégia para rebater a propaganda liberal de Flávio, a campanha petista enviou o deputado Paulo Pimenta à Argentina nesta sexta-feira (23) para vistoriar os impactos sociais das medidas de corte orçamentário, enquanto as duas candidaturas intensificam o confronto discursivo antes da abertura das seções eleitorais no domingo.

Com informações de G1 e Poder360.

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