Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Política

Padre investigado pela PF diz que ninguém pode obrigar católico a votar em comunista

José Eduardo de Oliveira publicou mensagem nas redes sociais em reação a posicionamentos de bispos e da CNBB sobre a eleição

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O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, investigado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que apurou a trama golpista após as eleições de 2022, publicou uma série de mensagens nas redes sociais nesta sexta-feira (23) afirmando que nenhum integrante do clero pode obrigar fiéis católicos a votar em candidatos comunistas.

A declaração amplia o debate político dentro da Igreja Católica a poucos dias do segundo turno, após a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitir manifestação em defesa da ordem democrática e de uma carta de prelados orientando votos contrários a Flávio Bolsonaro (PL).

Pároco na Diocese de Osasco, na Grande São Paulo, o sacerdote é conhecido pela atuação em grupos conservadores e por discursos contra o aborto e temas progressistas. Em suas postagens, ele citou o Catecismo da Igreja Católica para sustentar que ninguém deve ser obrigado a agir contra a própria consciência.

O padre também recorreu a encíclicas papais históricas, como uma fala do papa Pio 11 proferida em 1937, para justificar a rejeição católica ao comunismo. O posicionamento ocorre enquanto lideranças religiosas intensificam discursos voltados aos eleitores na reta final da disputa presidencial.

Com informações de UOL e Folha.

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