MP apura suspeita de propina em licitação de lixo de R$ 5,2 bilhões em Bauru
Edital foi anulado após prisões preventivas de quatro ex-secretários municipais e de executivo da empresa Estre Ambiental
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O Ministério Público investiga se a empresa Estre Ambiental negociou o pagamento de propina para obter a concessão dos serviços de manejo de resíduos urbanos em Bauru, no interior de São Paulo, avaliada em R$ 5,2 bilhões.
O contrato sob apuração seria a maior contratação pública da história da cidade paulista. O processo apura a ocorrência de crimes de corrupção passiva e ativa, organização criminosa e fraude em licitação, o que motivou a prefeitura local a anular todo o procedimento licitatório após a realização de operações policiais.
O então diretor-executivo da Estre Ambiental, Hamilton Agle, foi preso preventivamente em setembro, além de quatro secretários municipais que acabaram exonerados pela gestão municipal. Entre os detidos está Renato Purini, marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), além dos ex-secretários Vitor João de Freitas Costa, Cilene Chabuh Bordezan e Sara Moura de Jesus. Parte dos investigados já foi formalmente denunciada e responde na condição de ré perante a Justiça.
A defesa de Sara Moura de Jesus declarou aos veículos de imprensa que se manifestará somente no âmbito dos autos judiciais, enquanto os representantes dos demais ex-secretários não responderam aos pedidos de posicionamento. Em nota, a Estre Ambiental informou que colabora com as apurações, desligou o gestor envolvido e não disputará novos editais na localidade; a prefeita declarou que confia no esclarecimento dos fatos pelas autoridades.
Com informações de UOL e Folha.
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