Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Brasil

MPF denuncia 35 pessoas por fraude de R$ 86 milhões no INSS em Minas Gerais

Grupo criminoso usava idosos como dublês biométricos para criar identidades falsas e desviar benefícios há 20 anos

A Justiça Federal aceitou nesta terça-feira (6) a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 35 pessoas acusadas de participar de um esquema que desviou mais de R$ 86 milhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A fraude, que ocorria em diferentes cidades de Minas Gerais, durou cerca de 20 anos.

O desmantelamento da quadrilha interrompeu um esquema complexo e evitou um prejuízo ainda maior, estimado em mais de R$ 34 milhões, com a suspensão dos pagamentos. O grupo tinha como alvo principal o Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo governo a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.

Para enganar o INSS, a quadrilha usava os chamados "dublês biométricos": idosos reais que emprestavam o rosto e as impressões digitais para se passarem por várias pessoas fictícias. A Polícia Federal confirmou a fraude ao atestar que a mesma impressão digital aparecia em diferentes documentos de identidade. O grupo ia a cartórios solicitar certidões de nascimento tardias para essas pessoas inventadas e, com elas, conseguia emitir documentos falsos para solicitar o benefício.

Intermediários com procurações atuavam nas agências do INSS para liberar os pagamentos. Agora, o juiz Leonardo Araujo de Miranda Fernandes, da 1ª Vara Federal Criminal de Governador Valadares, conduzirá o processo. Os denunciados poderão responder judicialmente por crimes de estelionato qualificado e associação criminosa.

Com informações de G1, Metrópoles, UOL e Folha.

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