Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Brasil

Polícia desarticula agentes suspeitos de abastecer facção TCP com fuzis no Rio de Janeiro

Quadrilha formada por funcionários e ex-servidores públicos ocultava armamento e munições na Barra da Tijuca

Uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público prendeu, nesta quarta-feira (7), um policial militar da ativa, três ex-PMs e um funcionário da Assembleia Legislativa (Alerj) acusados de desviar e traficar fuzis para a facção carioca Terceiro Comando Puro (TCP).

A ação expõe profundamente as raízes da conivência estatal com o sistema criminoso que afeta as comunidades fluminenses, demonstrando de onde emana o forte poder bélico usado nos violentos confrontos por áreas estratégicas entre as facções do tráfico e as polícias nas áreas periféricas.

Batizada de Operação Magen, a investigação cumpriu seus mandados na capital e em municípios como Mesquita e Angra dos Reis, e deflagrou os esconderijos da quadrilha, que atuava na intermediação, no transporte logístico e na montagem dos kits pesados desde o início de 2022. Os alvos foram supreendidos e parte considerável do lucro do tráfico e armas prontas para envio foram apreendidos com os suspeitos em suas residências.

Durante a manhã, os delegados realizaram incursões e localizaram o ex-servidor comissionado da Assembleia em um requintado e caro hotel localizado no entorno da orla da Barra da Tijuca, o qual guardava um fuzil em meio às malas. Outros grandes cabeças da estrutura da facção, incluindo o seu notório líder local Álvaro Malaquias Santa Rosa, popularmente apelidado de Peixão, e um parceiro da Polícia Civil, seguem ocultos pelas vielas das áreas invadidas e são formalmente considerados criminosos foragidos e procurados pelos investigadores.

Com informações de UOL e Folha.

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