OMS aprova testes clínicos de duas novas vacinas contra o ebola
Imunizantes formulados por Oxford e Moderna buscam frear surto que deixou mais de 5 mil mortos na África
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, nesta quarta-feira (4), o início de ensaios clínicos para duas novas vacinas contra o ebola na África. A medida autoriza a inclusão dos dois imunizantes em testes com humanos para avaliar a resposta contra a doença.
A decisão é considerada urgente porque a atual epidemia é provocada pela cepa Bundibugyo — uma variante do vírus que não conta com vacina aprovada até o momento. Mais de 5.300 mortes e mais de 10.400 diagnósticos já foram registrados na República Democrática do Congo (RDC) ao longo de cinco meses de surto.
No mês passado, especialistas iniciaram testes de campo com a Ervebo, imunizante com eficácia comprovada contra a cepa Zaire, a mais comum na história da doença, mas que não oferece proteção diante da linhagem Bundibugyo. Diante dessa limitação, os comitês técnicos da OMS recomendaram a ampliação dos estudos para testar novas fórmulas que consigam deter a variante em circulação.
Os dois novos produtos em avaliação utilizam métodos científicos diferentes. O imunizante ChAdOx1, formulado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o Serum Institute of India, utiliza um vetor derivado de adenovírus, enquanto a outra vacina, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Moderna, recorre à tecnologia de RNA mensageiro.
Além da República Democrática do Congo, o ebola foi detectado recentemente em países vizinhos: o Quênia confirmou nove infecções e dois óbitos em outubro, e a Nigéria registrou um caso. Uganda notificou 20 ocorrências e uma morte, mas já recebeu da OMS a declaração oficial de território livre do ebola. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou que as vacinas não substituem cuidados imediatos como isolamento, rastreamento de contatos e sepultamentos seguros. O próximo passo da organização será monitorar a segurança e a eficácia das doses aplicadas nos voluntários durante os ensaios.
Com informações de UOL, Euronews e Folha.
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