ONU alerta que avanço das neurotecnologias pode ameaçar direitos humanos
Relatório de António Guterres defende a criação urgente de regras para proteger a privacidade mental, especialmente em investigações criminais.
A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta quinta-feira (8) que o uso de neurotecnologias no sistema de Justiça e em investigações criminais pode ameaçar os direitos humanos e a privacidade mental dos cidadãos.
O avanço de ferramentas capazes de registrar e interpretar a atividade cerebral acende o alerta para o risco de prisões arbitrárias e da extração forçada de informações da mente de suspeitos. O relatório da organização defende a criação urgente de regras globais para impedir abusos, antes que o acesso a dados neurais se torne uma prática comum nos tribunais e delegacias.
No documento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que as neurotecnologias já são grandes aliadas da medicina no tratamento de pacientes com limitações severas, mas que sua aplicação na segurança pública traz dilemas éticos profundos. A entidade ressalta que o consentimento, a intimidade e a liberdade de pensamento precisam ser garantidos diante da popularização dessas inovações.
Com informações de UOL, Olhar Digital e Folha.
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