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Jurista Navi Pillay ganha Prêmio Nobel da Paz e comitê diz não conseguir contatá-la

Ex-chefe de tribunal pela ONU foi enaltecida por sua contribuição aos direitos humanos; israelenses expressaram críticas severas pelo histórico contra o governo local.

Navi Pillay
Foto: Wayamo Foundation / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A experiente juíza sul-africana Navanethem "Navi" Pillay, que liderou os quadros de investigação de crimes do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), foi declarada oficialmente a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9). No cerimonial de consagração, o júri da academia reforçou sua devoção contínua na consolidação das leis nos tribunais de atrocidades nos países e perseguições globais. Pela láurea, ela receberá 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).

A escolha faz com que Pillay seja a 21ª mulher a conquistar o prestigiado prêmio internacional em seus 125 anos de história, evidenciando uma disparidade onde a honraria foi entregue a 92 homens. As motivações do comitê indicam um alinhamento favorável da academia para prestigiar profissionais que punem crimes de guerra e tentam travar o colapso humanitário, num ano já marcado duramente por ofensivas bélicas intensificadas dentro e fora do ocidente.

Durante a festa do anúncio sediada na Noruega, a direção confessou sorrindo que decidiu formalizar a ganhadora antes mesmo que os embaixadores pudessem localizá-la ao telefone. A juíza veterana, de 85 anos, revelou horas depois nas redes de TV europeias que chegou a desligar para seus comunicadores ao avaliar se aquela informação tratava de uma mera piada de jornalistas.

Tendo conquistado espaço internacional ao defender e lutar pela causa dos encarcerados do governo extinto do apartheid encabeçados por Nelson Mandela na juventude, ela conquistou o respeito europeu unânime. O título foi rejeitado intensamente pela delegação governamental de Israel, visto que Navi emitiu recentes pareceres jurídicos contra as investidas mortais de Tel Aviv nas faixas geográficas sitiadas no conflito da Palestina.

O valor da premiação foi aumentado em um milhão de coroas em 2026 para celebrar o aniversário de 125 anos da fundação do Nobel. O anúncio sucede um ano turbulento para o reconhecimento: em 2025, a vencedora María Corina Machado, opositora venezuelana, entregou simbolicamente o prêmio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma operação militar americana capturar Nicolás Maduro — um repasse que levou o Instituto Nobel a declarar que a honraria é intransferível.

Com informações de Al Jazeera, Euronews, France 24 e BBC News.

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