Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Ciência

Pesquisadores da China patenteiam e sequenciam planta nativa da Mata Atlântica

Registros genéticos de flor brasileira no exterior reacendem debate sobre soberania científica

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Pesquisadores e instituições científicas da China registraram o sequenciamento genético completo e pedidos de patente sobre métodos de transformação da Sinningia speciosa, uma espécie de flor nativa da Mata Atlântica brasileira.

A apropriação de recursos biológicos por entidades internacionais reacende discussões sobre biopirataria e soberania nacional, pois a digitalização de dados de DNA permite que laboratórios estrangeiros criem produtos comerciais e obtenham direitos de propriedade intelectual sem necessitar de coletas físicas no Brasil.

O processo começou em 2012, quando pesquisadores da Universidade de Zhejiang depositaram o primeiro pedido de patente para transformar geneticamente a espécie, seguido pelo sequenciamento de seu genoma registrado em setembro deste ano por outro centro científico chinês. Historicamente, impérios dependiam de expedições marítimas para transportar mudas e sementes, a exemplo da extração de quinino na América do Sul levado para a Ásia e das viagens botânicas de Alexandre Rodrigues Ferreira no século 18.

Atualmente, as informações biológicas circulam em bancos de dados internacionais abertos, como o GenBank, permitindo estudos remotos. O próximo passo do debate envolve negociações em tratados globais sobre biodiversidade para definir regras claras de repartição de benefícios econômicos obtidos a partir de sequências genéticas digitais.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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