Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Economia

Plano econômico de Flávio estuda mudar a correção de repasses para saúde e Previdência

Objetivo do pacote de ajustes em debate na campanha é conter despesas federais em até R$ 250 bilhões

CPI da Previdência
Plenário do Senado em audiência de comissão sobre a Previdência Social · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A equipe que formula o programa econômico do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) vem estudando e desenhando um forte pacote de medidas focado em travar o avanço das despesas obrigatórias da União para gerar uma economia em torno de R$ 250 bilhões.

Se as mudanças nas rubricas passarem, o governo deixará de injetar automaticamente valores extras nos benefícios sociais e nas infraestruturas de atendimento direto à população, mirando na rápida estabilização das contas públicas.

Uma das principais alterações da proposta visa desvincular o aumento anual dos pagamentos da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) dos ganhos reais que o salário mínimo recebe. Pelas regras estudadas, o reajuste nos benefícios do INSS seria atrelado apenas à inflação apurada (INPC) e perderia o poder de compra além daquele limite, aliviando de forma radical a folha de pagamentos.

Outro ponto em avaliação envolve pôr fim aos pisos constitucionais que obrigam o repasse de percentuais mínimos de arrecadação para a saúde e a educação. De acordo com assessores envolvidos na campanha, as medidas enviam um recado claro de austeridade para baixar a percepção de risco e a curva de juros do país perante o mercado financeiro, apesar da resistência política de tocar nessas pautas no Congresso.

Com informações de UOL e Folha.

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