Poder de compra da cesta básica na eleição supera o de 2022, aponta levantamento
Estudo de consultoria mostra que o salário mínimo atual compra 11% mais alimentos que há quatro anos, mas índice não bateu o patamar pré-pandemia
O Brasil chega às eleições de 2026 com um poder de compra de alimentos superior ao registrado nas semanas anteriores às eleições presidenciais de 2022. No entanto, a capacidade de o consumidor encher o carrinho ainda não retornou ao nível de antes da pandemia de covid-19.
As conclusões são de um levantamento do economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, que mede a quantidade de cestas básicas que podem ser adquiridas com um único salário mínimo. Em agosto deste ano, com o piso fixado pelo governo federal em R$ 1.621, o trabalhador conseguiria adquirir o equivalente a 1,8 cesta básica na cidade de São Paulo, onde o conjunto de alimentos custava, em média, R$ 900,59.
Esse volume representa uma melhora de 11,3% em relação a agosto de 2022. Naquela época de disputa presidencial, o salário base era de R$ 1.212 e cobria apenas 1,62 cesta básica paulistana. O custo da comida tem sido um fator de grande peso no bolso e no humor do eleitorado perante a economia.
Apesar do alívio recente trazido por reajustes do salário acima da inflação, a consultoria alerta que a disparada dos preços dos alimentos provocada ao longo da pandemia criou um prejuízo enorme para os brasileiros. A melhora da renda obtida até aqui evitou o pior, mas as estimativas apontam que o patamar de consumo pré-pandemia só deve ser totalmente recuperado no final de 2027.
Com informações de Folha e Google Notícias.
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