Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Brasil

Polícia mira bets ilegais que movimentaram R$ 700 milhões com empresas de fachada

Operação no Distrito Federal e em cinco estados atinge fintech autorizada pelo Banco Central

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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta quinta-feira (5) uma operação contra casas de apostas online não autorizadas que movimentaram mais de R$ 700 milhões por meio de empresas de fachada. A ação cumpre mandados de busca e apreensão e ordens de bloqueio de bens no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, sem pedidos de prisão.

O caso expõe a atuação de plataformas clandestinas no mercado de apostas esportivas, conhecido popularmente como bets, e atinge apostadores que utilizam transferências instantâneas pelo Pix sem garantia regulatória. Os valores depositados pelos usuários eram encaminhados a contas jurídicas fictícias para ocultar os responsáveis pelas páginas e driblar o sistema financeiro.

As investigações começaram a partir de um comunicado do Ministério da Fazenda, que detectou as operações ilegais antes mesmo da vigência das regras restritivas do setor. Segundo a polícia, os valores arrecadados eram concentrados e redistribuídos entre pessoas e empresas, com parte convertida em criptoativos, que são moedas digitais descentralizadas.

A apuração também alcançou a fintech A55 Sociedade de Crédito, empresa de serviços financeiros autorizada pelo Banco Central do Brasil a funcionar como sociedade de crédito direto na capital paulista. Informações financeiras apontam que a instituição e empresas do seu grupo movimentaram cerca de R$ 1 bilhão em repasses ligados aos alvos, sendo que o Banco Central já havia manifestado em 30 de julho a intenção de cancelar a autorização de funcionamento da entidade.

Os policiais realizaram buscas em regiões administrativas de Brasília, como Sobradinho, Planaltina e Ceilândia, além de bairros corporativos da cidade de São Paulo, incluindo a avenida Brigadeiro Faria Lima, a Consolação e o Engenheiro Luís Carlos Berrini. O material apreendido será periciado para mapear os beneficiários finais do dinheiro e determinar a extensão dos valores a serem bloqueados judicialmente.

Com informações de G1, UOL e Poder360.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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