Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Economia

IPCA-15 desacelera para 0,32% em outubro puxado por alimentos

Prévia da inflação oficial perdeu ritmo após marcar 0,70% em setembro e ficou abaixo das projeções do mercado financeiro

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Inflação
Comércio reajusta preços devido à inflação · Foto: Mateus S. Figueiredo / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,32% em outubro de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23).

O resultado representa perda de ritmo em relação a setembro, quando a taxa havia atingido 0,70%, e ficou abaixo da mediana de 0,43% projetada por analistas do mercado financeiro em pesquisa da agência Reuters. Com o novo dado, o indicador acumula alta de 4,15% no ano e de 4,62% no acumulado dos últimos 12 meses, acelerando frente aos 4,47% verificados no período anterior e situando-se acima do teto de 4,5% estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela pressão inflacionária do mês, com avanço de 0,88% e impacto de 0,19 ponto percentual no índice geral. O custo da alimentação dentro de casa subiu 1,01%, puxado por aumentos expressivos no tomate (24,54%), na cebola (13,63%), na batata-inglesa (10,96%) e no arroz (5,80%), enquanto o grupo de tubérculos, raízes e legumes já acumula avanço de 57,53% no ano. Em doze meses, carnes subiram 10,79% e leite e derivados aumentaram 11,37%, enquanto itens como cenoura (-10,67%) e café moído (-1,16%) registraram recuos. Comer fora de casa teve alta média de 0,56% no período.

A desaceleração frente a setembro foi favorecida por alívio nas contas de energia elétrica e nas passagens aéreas. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo instituto, oito apresentaram elevação de preços em outubro, com a única retração observada no setor de Habitação, que caiu 0,10%. Os números do IPCA-15 servem de referência para a próxima decisão de política monetária do Banco Central do Brasil, agendada para novembro.

Com informações de UOL, Exame, G1, InfoMoney, Folha, Poder360 e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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