Domingo, 04 de outubro de 2026
Economia

Próximo presidente terá só 10% do Orçamento de 2027 livres para investimentos

Levantamento aponta que despesas obrigatórias consumirão maior parte dos recursos arrecadados e limitarão promessas

Debate orçamentário
Reunião de audiência pública · Foto: ALESP/Marco Antonio Cardelino / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Nove em cada dez reais das despesas primárias previstas no Orçamento do governo federal para o ano de 2027 já estão engessados com gastos obrigatórios por lei, como o pagamento de aposentadorias, salários de servidores e benefícios sociais.

Isso significa que o próximo presidente da República, independentemente de quem ganhe as eleições, terá uma margem financeira bastante apertada para cumprir promessas de campanha. Dos R$ 2,82 trilhões previstos para despesas primárias, restarão apenas 10% — cerca de R$ 283 bilhões — para que o governo possa decidir onde investir em novas políticas públicas e obras.

Os números fazem parte de um levantamento feito pela Câmara dos Deputados com base no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) elaborado pela equipe econômica. Essa parcela livre, chamada de despesa discricionária, não será suficiente para bancar todas as promessas eleitorais. Para alterar o destino de parte do dinheiro já carimbado, o novo presidente precisará aprovar mudanças em leis ou na Constituição junto ao Congresso Nacional.

O Orçamento total para o ano chega a R$ 7,44 trilhões, valor que inclui as despesas financeiras para o pagamento de juros e a renovação da dívida do país. O texto do projeto ainda passará pela análise de deputados e senadores, e a votação definitiva está prevista para ocorrer em dezembro de 2026.

Com informações de G1 e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise