Domingo, 08 de novembro de 2026
Economia

Quebra do Ueno Bank gera crise no sistema financeiro do Paraguai

Banco digital acumulou 3 milhões de correntistas e geria recursos previdenciários antes de entrar em colapso

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O colapso do banco digital Ueno Bank provocou uma crise financeira e política no Paraguai, abalando a administração de fundos públicos e gerando debates no Senado paraguaio nesta semana. A instituição privada apresentava expansão vertiginosa e administrava as contas de mais de 3 milhões de correntistas — concentrando cerca de 9% dos depósitos bancários nacionais e US$ 4,2 bilhões em ativos —, em um país com pouco mais de 7 milhões de habitantes.

O episódio afeta diretamente a população local porque a instituição financeira era responsável pela gestão de recursos da previdência social, fundos de empresas estatais e pelo pagamento de benefícios a milhares de aposentados. Além disso, o bloqueio das contas atingiu parte dos cerca de 270 mil cidadãos brasileiros que residem no país vizinho, segundo estimativas do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), provocando dificuldades financeiras imediatas em cidades de fronteira. O estrago econômico culminou em forte pressão política sobre o governo em Assunção, onde senadores passaram a discutir a responsabilização de autoridades por omissão na fiscalização.

A instituição se posicionava como símbolo de modernização bancária e almejava alcançar a condição de unicórnio — classificação dada a empresas de tecnologia avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares antes da abertura de capital. Esse crescimento ocorreu em meio a índices positivos do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraguai, que cresceu 6,6% em 2025 e tem projeção de 4,7% para 2026 segundo o Banco Mundial, mas cuja economia segue vulnerável pela falta de diversificação e fragilidade institucional.

O Banco Central do país vizinho e o Ministério da Fazenda avaliam medidas de liquidez e intervenção para garantir a integridade dos depósitos previdenciários e evitar risco de contágio bancário. No Congresso, os parlamentares aguardam auditorias detalhadas nas contas da instituição para votar os projetos de socorro aos correntistas lesados.

Com informações de Google Notícias e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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