Renda fixa pode gerar perdas de até 30% em resgates antes do vencimento
Mecanismo de marcação a mercado desvaloriza títulos públicos e privados quando as taxas de juros sobem
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Aplicações tradicionais em renda fixa podem gerar perdas financeiras expressivas de até 30% quando o investidor decide resgatar os recursos antes do prazo final previsto, mesmo que o emissor honre seus compromissos com pontualidade.
O risco surpreende aplicadores que supõem que esses ativos ofereçam rendimento linear incondicional, expondo como mudanças nos juros futuros provocam desvalorizações patrimoniais imediatas nos saldos de quem vende o papel antecipadamente.
O mecanismo causador da oscilação é a marcação a mercado, cálculo que precifica o ativo diariamente pelo valor que ele atingiria se fosse colocado à venda naquele instante no mercado secundário. Segundo destacou a analista de renda fixa da XP Mayara Rodrigues durante evento setorial em São Paulo, o termo "fixo" garante unicamente a taxa contratada para quem carregar o investimento até a data de vencimento, e não a estabilidade diária do saldo da carteira.
Dessa forma, caso um cidadão empreste R$ 100 mil ao governo federal e os juros futuros subam em seguida, títulos emitidos antes perdem apelo e seu preço de mercado pode cair para R$ 70 mil. O prejuízo contábil só se converte em perda real se o detentor efetuar o saque prematuro; preservando o título até o término do contrato, o investidor garante a quantia integral combinada na contratação.
Com informações de Folha e InfoMoney.
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