Quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Política

Senado aprova PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz jornada para 40 horas

Vitória por 75 votos contra 1 garante dois dias de descanso semanal; apenas Hamilton Mourão rejeitou o texto

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Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz o teto da jornada semanal de 44 para 40 horas sem desconto nos salários.

A medida altera a Constituição para assegurar que os trabalhadores tenham direito a dois dias de descanso remunerado a cada semana, beneficiando diretamente cerca de 14,8 milhões de profissionais formais contratados sob as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O texto recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos, superando o patamar mínimo de 49 votos exigido para emendas constitucionais. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi a única voz dissonante no plenário, classificando a proposta como eleitoreira, enquanto o senador Sergio Moro (PL-PR) registrou presença, mas optou por não votar. Os senadores Ciro Nogueira (PP-PI), Márcio Bittar (PL-AC) e Rogério Marinho (PL-RN) não votaram no primeiro turno.

A aprovação ocorreu a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O Partido Liberal (PL) liberou a bancada partidária e o próprio Flávio votou a favor, enquanto parlamentares da oposição já articulam um projeto para instituir remuneração por horas trabalhadas a partir de 2027.

A redução será escalonada, começando com a queda para 42 horas dois meses após a publicação oficial da emenda. Como os senadores mantiveram sem modificações o conteúdo já aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, a matéria não necessita de sanção do Executivo e será promulgada em sessão conjunta do Congresso Nacional na próxima semana.

Com informações de Exame, Estado de Minas, G1, O Antagonista, Estadão, CartaCapital, UOL, Terra, InfoMoney e A Tarde (BA).

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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