Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Urgente Atriz ganhadora do Oscar Eva Marie Saint morre aos 102 anos
Economia

Setores econômicos e especialistas divergem sobre impactos do fim da escala 6x1

Enquanto entidades do agronegócio alertam para escassez de mão de obra e custos, dados históricos mostram aumento da produtividade do trabalhador brasileiro.

A proposta que prevê o fim da jornada de trabalho com seis dias laborais para um de descanso (a escala 6x1) tem gerado forte debate entre entidades patronais e pesquisadores econômicos. Enquanto representantes do setor agropecuário alegam que o corte de horas dificultará as contratações, dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) apontam que a produtividade do trabalhador no país cresceu expressivamente nas últimas décadas, mesmo operando em expedientes menores.

O assunto é central para as empresas porque afeta de imediato a rotina e as despesas de contratação em setores que dependem de funcionamento contínuo. Ao mesmo tempo, a medida atinge 14,8 milhões de trabalhadores formais, que teriam mais tempo livre, o que pode refletir na qualidade de vida e na saúde da força de trabalho no longo prazo.

As preocupações dos empregadores estão ligadas aos custos operacionais e à falta de pessoal. Entidades citam uma pesquisa da Esalq/USP e da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) na qual 94,8% dos produtores relatam dificuldades para encontrar mão de obra. Eles temem que a mudança piore a escassez e encareça o preço dos alimentos nas prateleiras, defendendo que os arranjos sejam feitos apenas por negociação direta com sindicatos.

Em contrapartida, especialistas relembram que a última grande redução de jornada, feita pela Constituição de 1988 ao baixar de 48 para 44 horas, não travou a economia. Desde então, a produtividade avançou 34,2% e o Produto Interno Bruto (PIB) saltou de US$ 320 bilhões para US$ 2,27 trilhões, indicando que é possível produzir mais e melhor em menos tempo. A pauta segue no Senado Federal em formato de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que ainda precisa passar por votações e aprovação em plenário.

Com informações de BBC News Brasil e UOL.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise