Taiwan afirma que aumento de gastos militares busca evitar guerra com a China
Presidente Lai Ching-te defende pesados investimentos em defesa em seu discurso no Dia Nacional da ilha
O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, declarou neste sábado (10) que o recente aumento dos investimentos militares do território tem como objetivo evitar um conflito armado, e não provocar Pequim. A forte afirmação ocorreu durante seu discurso de celebração do Dia Nacional de Taiwan, em meio à ininterrupta escalada de pressões do regime chinês.
A declaração reforça o clima de tensão permanente no Sudeste Asiático, um ponto crítico que pode abalar severamente a segurança global e as cadeias de suprimentos de tecnologia. Para os 23 milhões de habitantes de Taiwan, o fortalecimento das defesas ativas é visto como a única ferramenta de dissuasão real contra as ambições da China, que não descarta o uso da força militar de ataque para anexar a ilha de forma definitiva.
Ao longo da última década, sucessivos governos taiwaneses ampliaram de forma gradativa os orçamentos voltados para o Exército e a Marinha. A estratégia prioritária foca em modernizar as bases tecnológicas de combate e melhorar a capacidade balística de resistir aos primeiros dias de um eventual cerco chinês.
Além da proteção territorial física, os seguidos aportes de defesa de Taiwan funcionam como uma sinalização diplomática direta aos Estados Unidos, principal provedor de armamentos de sua autonomia, provando que o governo oriental leva a sério a sua própria defesa em terra. O governo da China ainda não se manifestou a respeito das declarações feitas no feriado.
Com informações de RTP Notícias (Portugal) e Observador (Portugal).
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