Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Mundo

Trabalhadoras sexuais da Argentina realizam paralisação contra série de feminicídios

Protesto convocado por associação da categoria cobra proteção do Estado e fim da clandestinidade após cinco mortes

📲 Receba as notícias no celular: Canal no Telegram Canal no WhatsApp

Trabalhadoras sexuais da Argentina realizaram manifestações e uma paralisação de atividades nesta terça-feira (3) em várias regiões do país. O movimento foi convocado pela Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina (Ammar) para exigir medidas de segurança e o fim da clandestinidade da atividade, após o registro de cinco feminicídios contra profissionais do setor no último semestre, sendo quatro casos ocorridos apenas em outubro.

A mobilização visa chamar a atenção do poder público e da sociedade para a vulnerabilidade cotidiana vivida pelas mulheres do setor. Como a prostituição não possui regulamentação profissional na legislação argentina, as organizadoras explicaram que não é possível medir a adesão total da categoria à greve, mas ressaltaram a urgência de políticas de prevenção à violência letal e combate ao estigma social.

A série de crimes recentes gerou comoção interna na entidade. Em 25 de outubro, Tatiana Fernández, de 27 anos, foi morta em um apartamento no bairro de Retiro, em Buenos Aires. A polícia prendeu um homem de 28 anos apontado como suspeito do crime, que também passou a ser investigado pela morte de Daniela Villalba, de 29 anos, ocorrida na cidade de Córdoba. Em Rosário, Débora Bordón, de 30 anos, foi morta a punhaladas em agosto, e Bárbara Camila Aragón foi achada morta em uma pensão em 11 de outubro; nos dois casos, clientes foram presos como suspeitos. Poucos dias antes, em 8 de outubro, Paola Vallejos, de 36 anos, foi encontrada morta na cidade litorânea de Costa Azul.

A secretária-nacional da entidade, Georgina Orellano, afirmou em entrevista a uma emissora de rádio local que a manifestação busca visibilizar as condições precárias de trabalho e reafirmar que a vida dessas trabalhadoras precisa ser respeitada. A organização planeja manter reuniões com autoridades para reivindicar investigações rigorosas sobre os crimes e avançar em debates sobre direitos civis da classe.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

Siga o katavNews

Receba as notícias assim que saem: entre no nosso canal do Telegram ou do WhatsApp. É grátis e você sai quando quiser.