Sábado, 07 de novembro de 2026
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Brasil

Três policiais civis são denunciados por cobrar R$ 100 mil de fábrica de gelo no Rio

Agentes lotados em Copacabana utilizaram suposta apuração de maus-tratos a idoso para extorquir comerciante em Niterói

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou três policiais civis pelo crime de concussão, acusados de exigir R$ 100 mil de propina do dono de uma fábrica de gelo em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã de sexta-feira (6).

A investigação aponta o uso indevido de atribuições policiais para constranger cidadãos e obter vantagens ilícitas. Os agentes envolvidos — Rogério de Oliveira Gomes, Felipe de Oliveira Busch e Diego Gonçalves Vianna — eram lotados na Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti), em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense, unidade sem competência territorial ou temática para a vistoria realizada.

O caso teve início em maio de 2025, quando o trio compareceu à fábrica no bairro do Caramujo sob o pretexto de averiguar uma denúncia anônima sobre maus-tratos a idosos. No local, os policiais alegaram supostas irregularidades em equipamentos e na rede elétrica da empresa, exigindo a quantia de R$ 100 mil para não adotar providências contra o estabelecimento. Durante o cumprimento dos mandados em Vargem Pequena, o policial Rogério de Oliveira Gomes foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo registrada em nome de outra pessoa. Os três agentes respondem à ação penal perante a Justiça fluminense.

Com informações de Metrópoles e G1.

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