Venda da CSN Cimentos alivia caixa mas não resolve endividamento, calcula banco Citi
Operação avaliada em R$ 12,7 bilhões renderá patrimônio líquido estimado de R$ 9,7 bilhões
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A venda da CSN Cimentos para a fabricante chinesa Huaxin trará um alívio financeiro expressivo à Companhia Siderúrgica Nacional, mas não encerrará os desafios de endividamento do grupo industrial, de acordo com relatório setorial divulgado pelo banco Citi nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2026. A instituição estimou o valor de firma do ativo em 12,7 bilhões de reais.
O ingresso de capital é visto por investidores como um movimento essencial para que a companhia reduza o custo de rolagem de seus passivos sob um ambiente macroeconômico de juros elevados no Brasil. Pela metodologia aplicada pelo Citi, ao subtrair a dívida líquida de 3 bilhões de reais alocada na cimenteira, a transação renderá um valor patrimonial líquido próximo a 9,7 bilhões de reais à CSN.
O montante total estipulado representa um múltiplo de 7,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) projetado para a subsidiária em 2026, de 1,7 bilhão de reais. Analistas da instituição ressaltaram que, a despeito do corte na dívida, o cenário para o conglomerado exige cautela em razão de revisões para baixo nas estimativas operacionais da CSN Mineração, afetada pelas oscilações nas cotações globais de minério de ferro.
O processo de desinvestimento prossegue sob o memorando de exclusividade assinado entre a siderúrgica de Benjamin Steinbruch e os executivos da Huaxin para a conclusão de auditorias legais e fechamento contratual.
Com informações de Google Notícias e UOL.
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