Segunda-feira, 02 de novembro de 2026
Economia

Aliados de Lula rebatem mercado e criticam pressão por corte de gastos

Rui Costa e Guilherme Boulos classificaram cobranças fiscais de chantagem às vésperas de reunião do Copom sobre juros

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Ministros e lideranças partidárias aliadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificaram, entre a última sexta-feira (30) e o fim de semana, uma série de críticas públicas às exigências de austeridade do mercado financeiro, às vésperas de uma nova reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

A ofensiva verbal ocorre após a oscilação negativa de indicadores da Bolsa de Valores e do câmbio na semana posterior ao resultado eleitoral de 2026. O embate político reflete a disputa entre as demandas de investidores por corte imediato de gastos públicos e a estratégia do Palácio do Planalto de preservar investimentos sociais e incentivar a atividade produtiva antes da fixação da taxa Selic.

As declarações começaram com o senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT), que afirmou ao portal Metrópoles haver especulação excessiva e defendeu que agentes econômicos responsáveis pela formação de preços também pensem nas necessidades do país. Na sequência, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), declarou à Folha ver "chantagem" na pressão fiscal e defendeu que qualquer revisão de despesas atinja privilégios orçamentários, e não a população de menor renda.

A equipe econômica do governo finaliza as diretrizes do plano de despesas que serão levadas a Lula nos próximos dias. Enquanto isso, a diretoria do Banco Central do Brasil se reúne nesta semana para decidir se mantém ou altera a taxa de juros básica da economia.

Com informações de UOL e Folha.

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