Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Economia

Ambev projeta neutralidade de impostos para cervejas após reforma tributária

Diretor financeiro declara que equipe econômica manterá atual patamar de cobrança sobre o setor.

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O diretor financeiro da fabricante de bebidas Ambev, Guilherme Fleury, afirmou nesta quinta-feira que o Ministério da Fazenda indicou que a futura alíquota do Imposto Seletivo manterá a neutralidade de cobrança sobre a produção de cervejas no Brasil.

A definição sobre o chamado imposto do pecado é determinante para o orçamento do consumidor e para a indústria nacional, pois assegura que a reestruturação tributária não acarretará aumento do custo final das bebidas vendidas nos pontos de venda.

Durante apresentação de resultados financeiros do terceiro trimestre de 2026, o executivo lembrou que o setor cervejeiro já opera sob forte pressão fiscal. Dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) apontam que os tributos vigentes, somando o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Cofins e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), representam em média 56% do preço de venda de cada cerveja no território nacional.

O Congresso Nacional e os técnicos da equipe econômica trabalham agora na redação final dos projetos de lei complementar que regulamentam a reforma tributária, com previsão de que os novos impostos entrem em operação gradativa a partir do próximo ano.

Com informações de UOL e Folha.

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