Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Mundo

Bispos dos Estados Unidos criticam plano de transmitir execução em Fort Hood

Lideranças católicas orientaram soldados a recusar participação em pelotão de fuzilamento aprovado por Donald Trump

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Bispos e lideranças da Igreja Católica nos Estados Unidos condenaram nesta terça-feira (13) a proposta do governo do presidente Donald Trump de transmitir ao vivo a execução por fuzilamento do militar condenado pelo ataque à base de Fort Hood, no Texas.

A manifestação religiosa aumenta a pressão política e ética sobre a pena de morte no país, denunciando a transformação de um ato de punição judicial em espetáculo midiático que fere a dignidade humana e renova o trauma da comunidade onde ocorreu o crime.

Condenado pelo massacre que deixou treze mortos em 2009, Nidal Malik Hasan tem execução agendada para o dia 3 de dezembro. Diante da decisão governamental, o arcebispo militar norte-americano Timothy Broglio orientou os soldados católicos designados para o pelotão de fuzilamento a pedirem dispensa imediata por objeção de consciência, alertando para os danos morais e psicológicos impostos aos militares responsáveis pelo disparo fatal.

Em meio às críticas de cardeais e bispos de diversas dioceses, a Casa Branca passou a avaliar o cancelamento da exibição pública da sentença, enquanto aguarda nova manifestação de assessores jurídicos sobre o estado de saúde do sentenciado, que se encontra paraplégico.

Com informações de Gazeta do Povo e Google Notícias.

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