Sábado, 07 de novembro de 2026
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Economia

BRB estuda plano de demissão para cortar até 500 funcionários após eleições

Banco de Brasília enfrenta repercussões de negócios com o Master e debate sobre venda estatal volta aos bastidores

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A administração do Banco de Brasília (BRB) estuda a implementação de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) com o objetivo de reduzir em até 500 vagas o seu contingente de trabalhadores. A medida, que atingiria cerca de 15% dos 3.532 empregados concursados da instituição, surge em meio ao desgaste financeiro gerado por operações com o Banco Master e recoloca a privatização no horizonte do governo do Distrito Federal.

O enxugamento estrutural começou a ser desenhado após a reeleição da governadora Celina Leão (PP), momento em que alas governistas voltaram a debater reservadamente a venda do controle acionário da instituição estatal. Ao todo, o BRB conta com cerca de 6.000 profissionais, somando funcionários do quadro efetivo, terceirizados, comissionados e estagiários, segundo relatório enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os termos preliminares em discussão preveem que as adesões tenham início já no mês de dezembro. Entre os critérios analisados para os desligamentos incentivados está a exigência de que os participantes tenham pelo menos 38 anos de idade e no mínimo duas décadas de serviços prestados ao banco. Caso os números se confirmem, este será o maior plano de demissão voluntária da trajetória da empresa pública, superando a versão de 2023, que teve 139 adesões e corte anual de custos de R$ 14,4 milhões.

Consultada sobre os planos de reestruturação funcional e a eventual retomada de projetos de privatização, a assessoria de imprensa do BRB informou que não se manifestará sobre o assunto.

Com informações de UOL e Folha.

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