Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Congresso Nacional bate recorde com presença feminina, mas cresce bancada antifeminista

Mais parlamentares são eleitas e parte delas usa as redes para defender ideais conservadores que se opõem ao movimento de mulheres

A composição do Congresso Nacional nesta legislatura atingiu um novo patamar histórico de presença feminina, com 21% de deputadas na Câmara e 22,2% de assentos no Senado Federal. Esse processo de eleição de mulheres para cargos de poder, no entanto, vem acompanhado de um aumento significativo de parlamentares que se intitulam antifeministas.

O avanço desse posicionamento ultraconservador significa que, apesar de desfrutarem de direitos garantidos pela luta feminista do passado, como o voto, diversas eleitas atuam como fortes opositoras das pautas sobre igualdade. O grupo tem conseguido articular agendas comuns com igrejas protestantes e setores do catolicismo que são avessos à independência da mulher.

Um dos expoentes dessa corrente é a deputada estadual Ana Campagnolo (PL), que neste final de semana renovou seu mandato sendo a mais votada em Santa Catarina. Católica fervorosa e ativa nas redes, a política chegou a promover o primeiro Congresso Antifeminista dentro do espaço da Assembleia Legislativa catarinense no início deste ano.

A força dessa articulação conservadora elegeu outras dezenas de mulheres nas esferas estadual e federal no pleito recente. Em São Paulo, a deputada mais votada do estado, Eduarda Campopiano (PL), obteve apoio da catarinense propagando publicamente ideias como a proibição total do aborto e criticando as garantias para mulheres trans na sociedade.

Com informações de UOL e Folha.

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