Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Tecnologia

Crime organizado migra para fraudes digitais e mira setor público, diz especialista

Pesquisador do Cesar aponta uso de inteligência artificial e infiltrações corporativas para ampliar golpes

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Grupos do crime organizado estão intensificando a migração de crimes patrimoniais violentos nas ruas para fraudes e golpes no ambiente digital, alertou o especialista e líder de pesquisas do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Milton Lima, em entrevista veiculada nesta segunda-feira (19) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

A transição amplia os danos financeiros a pessoas físicas e companhias, além de elevar o nível de vulnerabilidade em instituições do governo federal e bancos em razão da escala e do alcance remoto das fraudes cibernéticas.

Lima explicou que os esquemas eletrônicos produzem lucros mais expressivos do que o roubo tradicional de telefones celulares, permitindo que as facções retroalimentem sua estrutura financeira. O pesquisador destacou o uso de tecnologias de inteligência artificial generativa e a infiltração de cúmplices em quadros de funcionários para cooptar colaboradores, identificados como o ponto mais suscetível dos sistemas de defesa corporativos.

Para mitigar essas brechas, o Cesar atua em cooperação técnica com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) no aprimoramento do tráfego de informações sobre ataques virtuais. O especialista cobrou das administrações públicas e das empresas a ampliação de quadros especializados em segurança cibernética e programas permanentes de treinamento de pessoal.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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