Disputa pela presidência do Senado impõe recuo a governistas e oposição
Bancadas de direita e esquerda negociam espaço e evitam confronto extremo para compor maioria parlamentar
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As negociações em torno da presidência do Senado Federal para a próxima legislatura estão forçando bancadas governistas e oposicionistas a reduzirem o tom de confronto direto e a buscarem acordos pragmáticos no Congresso Nacional.
O movimento decorre da divisão de forças resultante das urnas, que elegeu 40 novos senadores e renovou o mandato de outros 14 parlamentares na Casa de 81 cadeiras. De acordo com análise da colunista política Dora Kramer, nenhuma das alas dispõe de maioria folgada para sustentar um clima de conflito permanente, o que obriga ajustes na condução política de ambos os lados.
Pelo lado da oposição, o Partido Liberal (PL) consolidou a maior bancada, alcançando 29 senadores e priorizando bandeiras como a anistia a condenados por atos contra a democracia e pedidos de impedimento de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, a necessidade de construir maioria de 41 votos para eleger a Mesa Diretora modera o avanço de propostas radicais.
Ao mesmo tempo, os parlamentares alinhados ao Palácio do Planalto precisam atrair partidos de centro para assegurar governabilidade e aprovação de matérias econômicas prioritárias. A disputa pelo comando da Casa será o primeiro grande teste de governabilidade antes da posse dos novos eleitos e da definição das lideranças de comissões temáticas.
Com informações de UOL e Folha.
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