Domingo, 08 de novembro de 2026
Economia

Economista de Cambridge defende ajuste fiscal gradual e reajuste menor do salário mínimo

Tiago Cavalcanti propõe suavizar controle de gastos e focar reposição da inflação para conter despesas federais

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O economista Tiago Cavalcanti, professor titular da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, defendeu que o governo federal adote um ajuste fiscal gradual e anuncie metas de longo prazo para reequilibrar as contas públicas.

A proposta busca conter a alta da dívida pública e permitir a queda da taxa básica de juros sem recorrer a cortes bruscos em programas sociais, o que afeta diretamente o custo do crédito e o ritmo da atividade econômica no país.

A manifestação de Cavalcanti ocorre em meio às discussões do Palácio do Planalto sobre o plano de corte de despesas, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmar que a população de baixa renda não pagaria a conta do ajuste. Em entrevista, o professor criticou teses de corte acelerado de juros sem disciplina prévia e apontou que não existem atalhos para a política econômica.

Entre as medidas sugeridas, o especialista recomenda suspender a regra de aumento real do piso salarial e manter provisoriamente apenas a correção pela inflação medida pelo índice oficial de preços. O reajuste do salário mínimo baliza pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pagamentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que representam mais de 40% das despesas primárias da União.

O governo federal deve anunciar nos próximos dias o pacote consolidado de contenção de gastos públicos e a definição de prioridades orçamentárias com os líderes do Congresso Nacional.

Com informações de BBC News Brasil, Terra e G1.

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