Quarta-feira, 04 de novembro de 2026
Economia

Economista de Stanford diz que tese de Lara Resende para cortar Selic não tem precedente

John Cochrane afirma que proposta brasileira é sofisticada, mas alerta para riscos de aplicar ideia nunca testada

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O economista norte-americano John Cochrane, professor da Universidade Stanford nos Estados Unidos, declarou nesta terça-feira (3) que não existe precedente histórico para a fórmula proposta por André Lara Resende para cortar a taxa básica de juros no Brasil.

A manifestação ganha relevância por envolver um dos autores acadêmicos citados diretamente por Resende na elaboração de seu modelo macroeconômico. O brasileiro, que integrou a equipe de formulação do Plano Real na década de 1990, sustenta que a taxa Selic, fixada em 13,75% ao ano, é a principal geradora de inflação e de déficit público, propondo que o Banco Central reduza o índice para 7,5% em 12 meses e use reservas de dólares para estabilizar a moeda.

Em artigo publicado em sua página na internet, The Grumpy Economist, Cochrane qualificou a construção teórica de Resende como sofisticada e instigante, mas ressaltou que nunca foi aplicada na prática. O especialista apontou que episódios de controle inflacionário e queda de juros no passado ocorreram apenas em conjunto com o saneamento de contas públicas e reformas fiscais amplas, sem inverter a ordem dos fatores.

O debate teórico entre os economistas ganhou repercussão no mercado financeiro após notícias de encontros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Resende para discutir diretrizes da economia nacional antes de decisões sobre juros no país.

Com informações de UOL e Folha.

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