Sábado, 07 de novembro de 2026
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Cultura

Estilista indígena brasileira leva moda decolonial a evento em Paris

Dayana Molina discute representatividade, consumo consciente e origens culturais no cenário internacional da moda

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A designer e pesquisadora indígena brasileira Dayana Molina apresentou seus projetos de vestuário e reflexões culturais em Paris, na França, ao defender uma transformação nas estruturas da indústria têxtil internacional. Criadora de um movimento que contesta os padrões eurocêntricos no setor, a estilista busca ampliar a presença de criadores originários nos grandes centros globais da moda.

A proposta de trabalho desenvolvida pela estilista conecta criação artística, antropologia e consumo responsável, questionando a ausência histórica de povos originários nas passarelas e nos meios de comunicação. Sua atuação levou à criação da marca Nalimo e serviu de base para a publicação do livro "Antropologia da moda: descolonizando o vestir e a cultura da roupa", que aborda as falhas de representatividade no segmento.

Segundo Dayana Molina, a iniciativa surgiu da inquietação pessoal ao perceber a falta de referências indígenas em postos de destaque e editoriais de beleza durante sua trajetória de formação. A designer defende o uso das passarelas e das roupas como plataforma permanente de comunicação política e afirmação identitária para as novas gerações.

Com informações de UOL, RFI Brasil e Terra.

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