Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Ciência

Estudo identifica alterações no DNA de cães que vivem na usina de Chernobyl

Pesquisadores americanos compararam animais da área dos reatores com populações vizinhas e analisam resistência biológica

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Cientistas identificaram alterações genéticas inéditas em populações de cães que habitam os arredores imediatos da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, de acordo com pesquisa liderada por especialistas da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O achado amplia o conhecimento científico sobre os efeitos da exposição contínua a ambientes com altos índices de radioatividade, permitindo observar como mamíferos desenvolveram defesas biológicas ao longo de aproximadamente 30 gerações sucessivas descendentes de animais domésticos deixados para trás na evacuação de 1986.

O acidente nuclear forçou milhares de famílias a abandonarem suas residências, delimitando uma zona de exclusão de 2.600 quilômetros quadrados onde parte dos animais domésticos sobreviveu a ações oficiais de sacrifício. Ao examinar o material genético dos animais, os pesquisadores notaram que os cães da cidade de Chernobyl, situada a 16 quilômetros da central, possuem semelhanças com cães da Polônia e da Rússia, enquanto aqueles que circulam junto aos reatores desativados exibem variações marcantes em trechos do DNA responsáveis pelo conserto de danos celulares.

O geneticista Matthew Breen, coautor da investigação, aponta que as próximas fases do trabalho pretendem comprovar se esses animais passaram por um processo de seleção adaptativa ou se o grupo fundador original já continha variações genéticas raras que favoreceram a tolerância à contaminação.

Com informações de DW Brasil, UOL e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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