Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Europa Ocidental registra o verão mais quente de sua história, constata observatório

Temperaturas médias superaram com folga a base histórica em todo o período, secando bacias de rios e submetendo metade do continente a um estresse térmico grave

A Europa Ocidental cravou oficialmente o verão mais tórrido e avassalador de seus registros climáticos, fornecendo a mais palpável e assustadora evidência da nova configuração gerada pelas mudanças do clima. Conforme um sólido e detalhado relatório divulgado nesta sexta-feira pelos analistas do programa espacial e de observação Copernicus, o oeste do continente conviveu nestes meses com uma brutal temperatura média estendida de 21,7 ºC, patamar fixado expressivos 2,5 ºC acima do já preocupante intervalo de referências coletadas entre 1991 e 2020.

Essa dura temporada caracterizou-se principalmente por um bloqueio inclemente de ondas de calor ininterruptas, com reflexos rápidos no abastecimento. A ausência massiva de nuvens arrastou nações inteiras da Europa a experimentar graus extenuantes de seca que não figuravam na memória viva da população. Espelhos d'água essenciais para o transporte de cargas e abastecimento amargaram uma desastrosa diminuição fluviométrica, resultando na constatação de que as importantes bacias dos rios operaram nos patamares mais baixos e trágicos de escoamento acumulados dos últimos 30 anos. Essa rotina extrema sepultou a lúgubre métrica do ano de 2003, até então tido como inatingível nas séries estatísticas para o bloco ocidental.

O alerta emitido em Bona, no lado alemão, escancara que as métricas sobre as ameaças diretas para o metabolismo também sofreram baques alarmantes durante a janela de verão europeia. Os relatórios atestaram que uma espantosa fatia de mais de 52% da geografia territorial lidou abertamente com quadros críticos de "estresse térmico muito intenso", limite cruzado perigosamente toda a vez que a sensação física para as pessoas salta a temida marca fisiológica de 38 ºC ininterruptos. No somatório das ondas implacáveis, registrou-se ainda o recorde absoluto de 17 duros dias consecutivos nos quais 60% da imensidão de terras e de campos suportou irrefutavelmente a cruel marca dos 30 ºC, muito superior aos sombrios 11 dias somados em 2003.

Com informações de G1, RTP Notícias (Portugal) e Observador (Portugal).

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